Grußwort auf der Vollversammulung der HU und der FU

Am 8. November 2011 wurden Studierende der Universität São Paulo mit einem spektakulären Polizeieinsatz – zwei Hubschrauber, Kavallerie und 400 Polizisten – aus dem Verwaltungsgebäude vertrieben. Nach zwölf Tage Besetzung wurden dreiundsiebzig Studierende auf die Polizeiwache gebracht und nur gegen Kaution freigelassen. Sie werden auf Sachbeschädigung verklagt. Am selben Tag beschlossen etwa 3.000 Studierende der Universität bei einer Vollversammlung, in Streik zu treten. Die Ursache für die Besetzung des Verwaltungsgebäudes, sowie die wichtigste Tagesordnung des Streiks, ist genau die ostentative Präsenz der Militärpolizei auf dem Campus. In den letzten Jahren haben Konflikte zwischen dem Rektorat und der Studentenbewegung einen Höhepunkt erreicht, sodass es üblich wurde, die Militärpolizei zu rufen, um eine politische Krise zu lösen. Polizeiliche Unterdrückung politischer Bewegungen ist nichts Neues und sicherlich verstärkt sie sich in Zeiten der Krise und sozialer Unruhen wie jetzt. Das zeigt sich in den Demonstrationen in Chile, in Spanien, in den USA, in Griechenland und in England. Die Schnelligkeit und Leichtigkeit, mit denen Verbindungen zwischen den vier Ecken der Welt geschaffen werden können, sollte man zugunsten einer kollektiven Stimme gegen die Kriminalisierung von politischen Handlungen nutzen. Wir wollen hier über die Distanz und die unterschiedliche Situation hinweg Solidarität bekunden, in Unterstützung der Studierenden an der Universität São Paulo und in Absage an jede Form der Bestrafung von Einzelpersonen, wie es bei den  dreiundsiebzig Verhafteten nach der Besetzung des Verwaltungsgebäude der Fall ist.

16.11.2011

1 comentário
  1. vinicius disse:

    Oi, pessoal. Se a ideia é, depois de ler o texto na Humbolt, mantê-lo aqui como informativo, queria contribuir com algumas informações e ideias.

    1)Apesar de algumas acusações terem sido abandonadas, inicialmente, os estudantes da ocupação não foram presos apenas por depredação de patrimônio público e desobediência civil. Eles também foram acusados de “formação de quadrilha” e “crime ambiental”. A segunda acusação – porque extrapolava o nível aceitável do ridículo – foi logo desfeita. Quanto à primeira, não tenho notícias.

    2)Embora a publicação do coletivo, tomando partido, coloque o problema direto como um caso de repressão ao movimento político interno à USP, seria importante também frisar que não é desta maneira que a questão tem sido recebida. Ou seja, a presença da PM no campus simplesmente não é publicamente reconhecida como um caso de violação de liberdades e de direitos. Nem mesmo no campus essa visão é majoritária. Seria útil então, talvez, publicar aqui relatos sobre os problemas que esse ponto de vista enfrenta, dentro e fora do campus, aqui no Brasil e aí na Alemanha, na esfera informal e na mídia oficial.

    3)Hoje (24/11) está acontecendo uma passeata na Av. Paulista, chamada “Aula de democracia”, organizada pelos alunos da USP, com a presença de intelectuais e alguns grupos de teatro (Prof. Souto Maior, Cia Antropofágica e Cia do Latão). A ideia da ação consiste em reponder à afirmação do Governador Geraldo Alkmin de que os estudantes da USP precisariam ter “aulas de democracia” (o que retoma, de certa forma, aquela mobilização contra a moção pública dos moradores de Higienópolis contra a instalação do metrô no bairro e a chegada da “gente diferenciada”) . Além disso, ela também foi pensada para coincidir com um ato latinoamericano em defesa da educação. O quorum foi de mais de 3000 pessoas.

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